quarta-feira, 27 de junho de 2012

Josué e Calebe - Enfrentando o gigante do medo



Josué e Calebe
Enfrentando o Gigante do Medo
(Nm 13 e 14;  Dt. 32-34  e Js. 1,3 e 4)

“A quem muito é dado, muito será cobrado” (Lc. 12-46b)


Resumo do tema
Durante a travessia no deserto Deus manifestou grandemente o seu grande amor e a fidelidade à sua palavra empenhada a Abraão de que daria a Terra Prometida a toda a sua descendência. Embora aquele povo estivesse corrompido por crenças pagãs, e se mantivessem presos a atavismos, Deus manteve sua promessa e os conduziu a Canaã. Alguns ficaram em meio ao caminho porque não aceitaram a direção de Deus e foram derrotados pelo medo, pela falta de fé e obediência, porque olharam para o tamanho do problema e não para o tamanho do poder de Deus.
Mas, o olhar compassivo de Deus que tudo acompanhava bem de perto não deixou de perceber que em meio a tantas murmurações, havia corações obedientes e desejosos de servi-lo, que foi o caso de Josué e Calebe, os quais enfrentaram seus medos e acreditaram no poder de Deus e, ao contrário dos demais não se prostraram, não se renderam. O Senhor se alegrou neles e por isso foram vitoriosos. Com isso entendemos que o segredo da vitória é nos colocarmos inteiramente nos braços do Senhor e crermos tão somente que não há limites para o seu poder.
O nosso olhar não tem que estar presos nas circunstâncias, naquilo que parece impossível de transpor, mas sim, naquele que é poderoso para abrir caminhos onde ainda não há, que é fiel para cumprir o que prometeu. As tribulações no deserto são situações necessárias para o nosso crescimento espiritual. O deserto é lugar de travessia, e não lugar de permanência. O tempo que levaremos até completarmos a jornada depende da nossa disposição de obedecer e seguir na direção certa. A direção é o conhecimento da vontade de Deus através do estudo da Sua Palavra. Por isso, medite nela, viva de conformidade com o que está escrito e seja próspero. Amém!    

Reflexão sobre o tema
Este estudo nos remete a um entendimento grandioso do amor de Deus manifestado de forma abundante na condução daquele povo rebelde durante a sua peregrinação pelo deserto. Podemos compreender que embora as circunstâncias não sejam as mesmas, fisicamente falando, há certa similaridade entre nós e aquele povo, e assim pensando, podemos compreender que a travessia hoje, é individual e absolutamente necessária. O deserto que hoje enfrentamos são as dificuldades em meio a caminhada, a qual nos deparamos com impedimentos de ordem interna e externa e percebemos as nossas fragilidades, as nossas limitações e nosso olhar se volta para o alto de onde sabemos vem o socorro. Durante a travessia aprendemos a nos relacionar com Deus e a termos comunhão com Ele.
O deserto é lugar de enterrar os cadáveres do nosso orgulho, da nossa desobediência, de deixarmo-nos esvaziar das velhas concepções humanas e permitirmos as transformações necessárias para que se cumpra o período de aprendizagem que se faz necessário em nós. Esse tempo é proporcional a nossa obediência, a nossa entrega. Quando Deus fala com Josué e o convoca para a missão já determinada, primeiro o orienta sobre como deve proceder para ser bem sucedido durante a caminhada e depois, manifesta a certeza da sua presença constante, da sua proteção, caso ele seja obediente à Palavra. Disse o Senhor, “medita nos mandamentos de dia e de noite”. Com isso, entendemos que a Palavra de Deus deve ser o mapa seguro que nos levará seguramente à Terra Prometida. Ler apenas não basta, é preciso vivenciar o que nela está escrito.
Entendemos amados, que há condições para tomarmos posse da nossa benção. A primeira se resume na fé e na obediência. A segunda e não menos importante, é o conhecimento dos mandamentos de Deus, através do estudo diário de sua Palavra. Deus manifesta a sua vontade através de sua Palavra. Se almejarmos conhecermos a Deus, então, meditemos em sua Palavra. Façamos a sua vontade e nos deixemos conduzir pelo seu amor. Amém!


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PLANO  DE AULA

Data: 09/06/2012
Tema: Josué e Calebe  - Enfrentando o Gigante do Medo
Texto-base:  Nm 13 e 14;  Dt. 32-34  e Js. 1,3 e 4.

Versículo para decorar:  “A quem muito é dado, muito será cobrado” (Lc. 12-46b)

Objetivos:

Conhecer a trajetória final do povo hebreu antes de entrar em Canaã; Relatar suas lutas, suas dificuldades, seus temores, a falta de fé diante das adversidades, o medo de enfrentar a terra dos gigantes; Discorrer sobre a sucessão de Moisés na pessoa de Josué, jovem corajoso e temente a Deus a quem coube a grandiosa tarefa concluir a missão, conduzindo o povo a terra da promessa; Perceber que  caminhar com Deus implica em fé e obediência;  Perceber o valor da intercessão, na passagem em que  Moisés colocou-se na “brecha” em favor do povo e Deus mudou o destino daquele povo.

Introdução

Por muitas vezes Moisés intercedeu em favor do povo o qual Deus havia lhe dado a incumbência de conduzir à Terra Prometida. Mas a rebeldia, a desobediência deles já o estava deixando inquieto. E foi justamente pelo fato de ter  perdido a paciência que Moisés perdeu também, a benção de Deus,  e não pode entrar no Canaã (Nm. 20:2-12). Moisés pode apenas contemplar o lugar, mas foi seu sucessor Josué quem tomou posse da terra que manava leite e mel (Dt. 32:52).

Procedimentos

Roda de Leitura. Com ajuda de slides, apresentar o resumo da história, com recursos visuais e, posteriormente, com o suporte de um roteiro de estudo, pesquisar na bíblia as passagens referentes ao episódio.  

Terra de Gigante

Estando Moisés já próximo a Canaã, recebe da parte de Deus, orientações para enviar de cada tribo  de Israel um homem para observar a Terra Prometida, com a missão de trazer o máximo de informações possíveis a fim de possibilitar a mobilização de estratégias para a tomada daquele lugar que era promessa de Deus para aquele povo (Nm. 13:1-2 e 17-21). Os espiões procederam conforme haviam sido instruídos e, após quarenta dias retornaram trazendo alguns frutos da terra, como uvas tâmaras, figos e romãs.

O relatório dos espias

Ao retornarem os espias foram ter com Moisés e Arão, a fim de repassar as informações (13:25-28). Segundo algum deles, a terra era fértil, tanto que as frutas que haviam trazido eram de tamanho descomunal. Porém, havia algo que os atemorizara, naquelas terras habitavam gigantes. Eram tão grandes que os fizera senti-se como gafanhotos (vs.33) Constataram que não eram bons e que eram em grande número.  O medo de ter que enfrentar esse povo os colocou em uma posição de derrota. Incutiram a idéia de que seria impossível vencê-los, que não teriam a menor chance de vitória e que uma investida contra eles acarretaria a morte de todos.

Calebe sabia o Deus que servia

Calebe, um dos espiões, manifestou-se contrário ao posicionamento dos demais. Indignou-se mediante a covardia daquele povo e convocou-os a prosseguirem e tomar posse do que já lhes pertencia pela promessa de Deus (Nm.13:30). Afirmou que entrariam naquele lugar, independentemente da situação apresentada porque Deus era com eles e que não os abandonariam. Calebe sabia o Deus que servia.

Josué e Calebe rasgam suas vestes

Enfurecidos, aquele povo não ouvia, apenas murmuravam contra Moisés e Arão, culpando-os, primeiro por tê-los tirado do cativeiro e, segundo, por julgar que seriam derrotados. Josué e Calebe entristeceram-se com a cena e rasgaram suas vestes em sinal de indignação (Nm. 14:6-9). Ambos mantinham uma estreita comunhão com o Senhor e tinham plena convicção em suas promessas, por esta razão, resistiram às opiniões contrárias e tentaram fazer o povo compreender seus enganos, alertando-os para que não se rebelassem e mantivessem a unidade para juntos, tomarem posse  do que já lhes pertencia por direito. Diziam ainda, que a terra era boa e valia a pena lutarem por ela. Porém, o povo achou tudo aquilo uma afronta e tentaram apedrejá-los (Nm. 14:10a).

Deus se ira contra o povo e deseja aniquilá-los

No exato momento que intentaram contra Josué e Calebe, viu-se a glória de Deus naquele lugar (Nm.14:10b). Deus indignou-se profundamente contra aquele povo e disse que os exterminaria, pois que se mantinham recalcitrantes e nada do que lhes fizera fora suficiente para que cressem e o aceitasse como seu Deus. Disse que levantaria um povo maior, mais forte e numeroso que aquele, deixando claro que não iria retroceder em sua decisão (Nm. 14:11-12).

Moisés intercede pelo povo

Vendo que Deus se indignara muitíssimo contra o povo, Moisés intercedeu em seu favor, alegando que todos os prodígios realizados no Egito engrandeceram o Seu nome diante daquele povo e que por isso o temiam. Seus olhares os seguiam de longe. O que diriam então se a caminhada fosse interrompida, se o povo fosse morto pelo próprio Deus que os resgatara. Certamente diriam que o seu Deus enfraquecera e por ter fracassado em meio a caminhada os exterminara (Nm.14:13-16). Moisés, com muita eloqüência pede que Deus os perdoe e assim sucede (Dt.9:26-29). Deus faz essa concessão em respeito a seu servo Moisés, mas adverte-o de que nenhum deles tomaria posse das suas promessas (Nm. 14:20-23). Estavam destituídos de sua herança e, portanto não tinham permissão para colocarem seus pés em Canaã.  

Moisés contempla a terra prometida de longe

Moisés também não tinha permissão para entrar em Canaã porque havia agido em desacordo com a vontade de Deus (Nm. 20:7-12). Porém, pelos seus méritos, concedeu-lhe a visão do lugar. Moisés subiu ao monte Nebo e lá do alto pode contemplar as terras que, segundo lhe dissera o Senhor, manava leite e mel (Nm.27:12-13). Anunciou-lhe que depois dessa visão ele seria recolhido e que deveria escolher um sucessor em meio a seu povo. Tinha Moisés, nessa ocasião 120 anos.

Josué é escolhido por Deus para ser o seu sucessor  (Nm.27:18-21; Js. 1:8)

Deus designa Josué sucessor de Moisés e ordena que ele seja  abençoado e ungido diante dos sacerdotes (Nm. 27:18) para que sua autoridade seja reconhecida. Assim sucedeu (Dt. 31:7). Após a morte de Moisés, Deus convoca Josué a atravessar o Jordão com o povo, assegurando-lhe que estaria com ele como estivera com Moisés. Deus o instrui acerca de como deveria proceder para continuar sendo abençoado e vitorioso. Disse-lhe o Senhor “[...] serei contigo, não te deixarei nem te desampararei [...] esforça-te e tem bom ânimo, porque tu farás herdar esse povo a terra que jurei a seus pais lhes daria” (Js. 1:5-6). Disse-lhe ainda que fosse fiel à sua Palavra a qual deveria meditar dia e noite para que tudo o que fizesse, prosperasse (Js. 1:8).

O povo rebelde é impedido de entrar na Terra Prometida
Embora Deus tenha sido compassivo com o seu povo, não os isentou das conseqüências de seus enganos, de sua rebeldia. Disse o Senhor que dentre os rebeldes, todos os que tinham mais de vinte anos ficariam, teriam seus cadáveres retidos na areia do deserto (Nm. 14:29). Depois dessa afirmação, o povo temeroso, arrependeu-se, embora de forma superficial, porque acreditaram que poderiam tomar posse da herança de Deus sem fé e pela desobediência (Nm. 14:40-43). Embora advertidos por Moisés, seguiram em frente e foram derrotados pelos amalequitas e cananeus (Nm. 14:45).

2 comentários:

  1. precisamos verdadeiramente de uma vez por todas jogar em gigante que se chama medo, por terra. e o nome do Senhor será para sempre Glorificado em nossas vidas. Deus Abençoe!

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    1. Sim, irmão, o medo é uma muralha que nos impede de ver a glória de Deus. Agradecemos pela visita e aproveitamos para sugerir, também, outros estudos, inclusive, as últimas publicações: Saul- Um Homem Atormentado e Epístolas aos Filipenses. Fique na Paz!

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