sexta-feira, 16 de março de 2012

Abraão - Fé e Obediência: Um caminho para Deus

Abraão não perdeu a fé e “não duvidou da promessa de Deus [...]”. ( Rm. 4:20).

“Tem, porventura, o Senhor tanto prazer em holocaustos e sacrifícios quanto em que se obedeça a sua palavra? Eis que obedecer é melhor do que sacrificar, e atender, melhor do que a gordura de carneiros.” (1Sm. 15: 22).




Contextualização da História
Em Hebrom ( Gn. 13,18), após a separação do sobrinho Ló, Deus se manifesta a Abrão e reafirma a sua promessa,  mostrando-lhe tudo o que lhe seria dado como herança. Abraão tem a chance de recomeçar naquele lugar uma nova história. Aqui, Abraão nos ensina que Deus sempre nos proporciona um recomeço. A nossa natureza é pecaminosa e por isso necessitamos de perdão constante, da graça e da misericórdia do Senhor para recomeçarmos a cada dia e a cada passo até o dia glorioso da vinda de Jesus Cristo.  Em Moriá (Gn.22:9), Abraão submeteu-se a vontade do Senhor em obediência, mesmo sabendo o alto custo de sua decisão. Assim também, Deus espera de nós uma atitude de fé, coragem, renuncia e sacrifício para segui-Lo e fazer aquilo que Ele assim determinar em nossas vidas, na edificação do Reino, para honra e glória do nosso Senhor e Salvador, Jesus Cristo.

REFLEXÃO SOBRE O TEMA:

Deus acima de todas as coisas
É sem dúvidas, merecido o termo “pai da fé”, atribuído a Abraão. Pela sua obediência irrestrita ele trilhou os caminhos da fé. Com esse grande herói da Bíblia nós aprendemos uma grandiosa lição, de que não é possível agradar a Deus sem fé, sem obediência e perseverança nos seus caminhos santos. Aprendemos que para seguir ao Senhor se faz necessário nos despojarmos de tudo e de todos. Nada pode ser maior do que o nosso amor a Ele. Quanto mais o amarmos, mais nos entregarmos mais Ele se nos manifestará. Essa proximidade tanto será maior quanto for a intimidade e proximidade no relacionamento com Ele.

Adoração
Percebemos ao longo dessa belíssima história que Abraão adorava ao Senhor conforme ele havia aprendido, erguendo altares de sacrifícios. Cada altar representava um momento especial de adoração.  Assim como ele  devemos também adorar ao Senhor, na alegria, na dor e na tristeza, na fome e na fartura (Hc.3:17-19). Não  importa as circunstâncias, devemos render, ao Senhor de nossas vidas louvores e glórias. Hoje, não há mais a necessidade de se sacrificar animais. O sacrifício que devemos oferecer ao Senhor é o sacrifício da santificação, porque assim nos diz a Palavra do Senhor, “Sem santidade é impossível agradar a Deus” (Hb. 12:14; 1Pe.1:16).

Altar de adoração no Lar
Todos crescem quando a família se reúne na presença do Senhor (Mt.21:13) para tomar decisões, agradecer, louvar e meditar em sua Palavra. Deus tem propósitos para as famílias (Salmo 127:3), por essa razão, devemos nos manter unidos, cooperando uns para com os outros, nos fortalecendo  no Senhor através da oração individual e familiar (1Cor.3:9-11). O lar cristão é um espaço abençoado de ricas oportunidades de crescimento espiritual. É na convivência diária com as pessoas que amamos que aprendemos a respeitar  o outro, a perdoar, a renunciar a compartilhar e a ser menos egoísta.



Fotos da aula




 Obrigado Senhor!

PLANO DE AULA

DATA: 18/02/2012
TEMA:  AbraãoFé e obediência: Um caminho para Deus 
TEXTOS BASE: Gn. 15:1; / 15:2-3; / 15:4; / 15:17; :17:5; : 17,15/ 18:1-3/  18:1-15 / 18:14/  22:1-222:1-18/   Tg. 2:23/ Jo.15:14/ Hb 11/

VERSÍCULOS PARA DECORAR:  
“Tem, porventura, o Senhor tanto prazer em holocaustos e sacrifícios quanto em que se obedeça a sua palavra? Eis que obedecer é melhor do que sacrificar, e atender, melhor do que a gordura de carneiros.” (1Sm. 15: 22).
Abraão não perdeu a fé e “não duvidou da promessa de Deus [...]”. ( Rm. 4:20).

2ª Parte

OBJETIVOS:  Que as crianças compreendam: Que a fé e a obediência têm que caminhar juntas; Que a fé vem pelo ouvir a Palavra do Senhor e guardar os seus mandamentos,  exercitando-os a cada dia; Que é necessário perseverar nos objetivos para se ter vitória; Que é necessário a comunhão contínua com o Senhor através da oração para que não venhamos a nos desviar de seus caminhos; Que para Deus, nada é impossível, se existe promessa, o milagre acontece; Que em tudo devemos  glorificar o nome do Senhor.
  
INTRODUÇÃO:

REVISÃO DA AULA ANTERIOR
O chamado do Senhor a Abraão
Na aula anterior nós iniciamos o estudo sobre a vida de um homem de nome Abrão. Abrão era a décima geração de Noé, nasceu da descendência de Sem. Nasceu 352 anos após o grande Dilúvio. Era o primogênito de três filhos de Terá (Gn. 11:26). Deus se agradou de Abrão, porque em meio a uma sociedade que havia se corrompido, que cultivava a idolatria, ele permanecera fiel ao Senhor, temente à sua Palavra. Então, certo dia, quando Abrão ainda vivia em Ur, o Senhor veio a ele e ordenou-lhe que se mudasse para uma terra estranha (At 7:2-4; Gen 15:7; Ne 9:7). E assim, aconteceu, Abrão, em obediência a Deus, seguiu com sua família em direção noroeste até alcançarem um lugar chamado Harã, lá permanecendo até a morte de seu pai que já estava em idade avançada. Nessa ocasião, o Senhor novamente chama a atenção de Abraão para continuar a grande jornada, para largar toda a sua parentela e seguir em frente, rumo a um caminho ainda por ele desconhecido. Deus reafirma o compromisso de uma grande promessa (Hb 11.8-13) a qual Abrão perseguiu obstinadamente.
  

Abraão – Amigo de Deus

Mobilizado pela fé, Abrão tomou sua esposa Sarai que  era estéril e seu sobrinho órfão, Ló, e alguns auxiliares e seguiram a viagem (Gn.12:4-5). Enfrentou muitas adversidades pelo caminho, muitas privações, mas perseverou e sempre que parava em algum lugar, erguia um altar de adoração ao Senhor que muito se agradava.  O seu relacionamento com o Senhor era tão próximo que ele passou a ser chamado de  “amigo de Deus”.(Tg. 2:23).  Jesus disse que se nós guardarmos os seus mandamentos, também assim seremos chamados  (Jo.15:14).

Um Povo  Eleito

Deus fez uma aliança com Abraão e apenas exigiu fidelidade e compromisso, porque da sua geração seria levantada uma grande nação (Gn. 12:2), nação de um povo separado, eleito, preparados  para a advinda do grande messias, Salvador do mundo, Jesus Cristo. E assim foi. No presente estudo, continuaremos vendo um pouco mais sobre esse tema maravilhoso em que Deus abençoa Abrão com um filho, conforme Sua Promessa (Gn. 15:4-5). 
  
PROCEDIMENTOS:
Reunir o grupo em pequeno círculo e provocar discussão em torno do tema da aula anterior. Em seguida, trazer o assunto do dia, reforçar com vídeo e responder o questionário com a utilização da bíblia.
  
CONTAÇÃO DE HISTÓRIA

Um Deus de Perto
O tempo ia se passando enquanto Abrão e sua comitiva prosseguiam viagem, rumo à Terra Prometida. Abrão e Sarai já estavam em idade avançadas e o sonho de terem filhos parecia-lhes impossível. As lutas pareciam intermináveis  e, por vezes, o coração de Abrão se entristecia. Deus que acompanhava tudo muito de perto, veio até Abrão trazendo palavras de bom ânimo para que ele prosseguisse  em sua caminhada  dizendo-lhe que nada temesse pois Ele estava presente a cada passo e que ao final sua luta , seria recompensada (Gn. 15:1).

Abraão - Pai de Multidões
Mas Abrão, desmotivado, se queixou ao Senhor de que não tinha herdeiros e de nada adiantaria a tal recompensa. Dizia ele, em tom de lamentação, que muito provavelmente, sua herança seria entregue nas mãos dos filhos de seus criados (Gn. 15:2-3). Então, movido por compaixão, o Senhor o levou a um lugar aberto e disse-lhe que tentasse contar quantas estrelas havia no céu, pois assim seria o número de sua descendência (Gn.15:5). Abrão se alegrou no Senhor e reacendeu sua fé.  O Senhor o abençoou  e mudou-lhe o nome para Abraão, que significa pai de multidões, pois dele faria muitas nações (Gên 17:5). Disse que de sua geração alguns seriam reis (Gn. 17: 6). Essa aliança seria concretizada se Abraão cumprisse com a sua parte na Aliança, de que Deus fosse para sempre com ele e com seus descendentes.

Um Pacto de Aliança com o Senhor
Deus comprometeu-se a dar a Abraão a terra onde antes ele era tido como estrangeiro, Canaã. Mudou, também, o Senhor, o nome de Sarai para Sara (Gn.17:15), que significa princesa, porque  denota  a posição dela como mãe de todos. Deus reafirma a promessa de dar-lhe um filho um filho. Abraão já não acreditando caiu ao chão e começou a rir ( Gn 17,17), pois não cria ele que isso fosse possível, afinal ele estava com 99 anos e Sara, não menos. Mas o Senhor com firmeza disse que assim seria e que o nome da criança seria Isaque, e dito isso, se retirou o Senhor.

Os Anjos do Senhor
O tempo passou e, estando certo dia Abraão assentado à porta de sua tenda, aproximaram-se três anjos (Gn.18:1-3), enviados pelo Senhor.  Abraão, hospitaleiro como era, acreditando tratar-se de pessoas comuns, ofereceu o melhor que podia a esses varões. A uma certa altura, um deles perguntou pela esposa de Abraão e ele respondeu que ela estava lá dentro da casa, trabalhando. Então, disse-lhe o homem que no ano seguinte voltariam novamente e desta vez seria para trazer um filho a Sara (Gên 18:1-15). Sara que estava por perto, ouvindo a conversa deu risada, porque já não acreditava que isso pudesse acontecer, afinal ela e o esposo já estavam em idade muito avançadas. Ouvindo-a o  homem perguntou qual o motivo do riso e acrescentou: “acaso há algo impossível para Deus?” (Gn.18:14) – E, novamente reafirmou o que havia dito. E no prazo estabelecido nasceu o menino da Promessa, seu nome, conforme o Senhor havia ordenado era Isaque, que significa riso.  O menino trouxe grande alegria ao casal.
  
A Grade Prova da fé de Abraão
E era Isaque já rapaz, quando certo dia o Senhor, novamente veio a Abraão e instruiu-o a levar o seu filho ao local de holocausto e assim oferecê-lo em sacrifício (Gn 22:1-2). Em obediência, mais uma vez, sem ao menos questionar, Abraão se dirige com o filho sem este saber o real motivo, ao monte Moriá, numa viagem que durou três dias, para então realizar a oferta que lhe custaria a vida de seu filho amado (Hb 11). Quando indagado pelo seu filho acerca do cordeiro para o sacrifício, sua resposta foi: “o Senhor proverá”(Gn 22.8). Entendemos aqui que o monte da provação é também o monte da  providência. Com este gesto, Abraão entra para a galeria dos grandes heróis da fé, sendo ele o precursor,  o “pai da fé”.  Quando já próximo a realizar o ato cabal, o Senhor interveio. Aquela era a prova mais contundente da obediência de um homem para com Deus (Hb.11:17-19) Era o suficiente para que Deus reforçasse com Abraão o seu pacto, a sua aliança. Esta foi a maior prova de fidelidade que Deus obteve de Abraão e porque ele permaneceu firme, Deus o abençoou. (Gên 22:17-18; He 6:13-14;).
  
RECURSOS: Bíblia, roteiro de pesquisa, atividades xerocopiadas, vídeo, computador, música

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